A licenciatura é organizada de forma
coerente e coesa em torno de 9 áreas científicas e de uma
experiência em projecto:
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Descreve-se sumariamente os objectivos
educacionais e conteúdos programáticos da diferentes áreas
científicas.
Ainda no âmbito das ciências básicas inclui-se a formação em Química, versando a estrutura atómica e molecular, reacções químicas e electro-química dando assim os fundamentos para o conhecimento das propriedades dos materiais em geral, metais e polímeros e dos fenómenos de corrosão.
A área das ciências básicas completa-se com a formação básica em Física onde são abordados os princípios e leis das interacções fundamentais da natureza, em particular, sobre partículas e campos, mecânica, óptica e electromagnetismo.
A área das ciências básicas
constitui-se assim numa componente de índole marcadamente formativa
com o objectivo de obter de forma integrada, e com recurso à matemática,
informação quantitativa sobre os sistemas da natureza.
Esta área envolve as modernas metodologias
de concepção, desenvolvimento e simulação de
novos produtos com recurso a ferramentas de prototipagem, modelação
e simulação assistidas por computador. Esta área envolve
uma sequência coerente de temas abordando as técnicas de desenho
de especificação de produtos, a representação
gráfica de sistemas, a mecânica dos materiais, vibrações
e dinâmica e a utilização do método de elementos
finitos enquadrados em ambientes integrados de CAD/CAE. Serão igualmente
abordadas as metodologias e conceitos aplicáveis ao projecto e desenvolvimento
de produtos e a sua aplicação ao estudo de problemas concretos
com particular atenção aos problemas da qualidade, fiabilidade,
manutenção e tempo de desenvolvimento.
Os processos de fabrico possuem uma grande importância na sociedade em geral e na engenharia em particular, merecendo um lugar de destaque na formação de um vasto conjunto de profissionais de engenharia.
A área científica dos processos de fabrico do curso de engenharia industrial é estruturada, com o objectivo de fornecer aos futuros engenheiros industriais bases teóricas sólidas, para que estes sejam capazes de compreender, formular, resolver e gerir a diversidade de problemas de natureza conceptual e produtiva, com que se irão deparar nas empresas onde irão exercer a sua actividade profissional.
Em Portugal o tecido industrial é caracterizado por 90% de PMEs responsáveis por cerca de 80% da capacidade empregadora, estando a grande maioria destas empresas dirigida para o fabrico a partir de projectos que na generalidade dos casos não são elaborados na empresa.
Nestas condições, e procurando ir ao encontro do perfil esperado para o Engenheiro Industrial esta área científica estrutura-se em torno das seguintes sub-áreas: (i) Introdução aos processos de fabrico, (ii) Processos de deformação plástica, (iii) Processos de maquinagem, (iv) Processos de ligação e (v) Processos de fundição e de transformação de materiais não metálicos.
O estudo dos processos de fabrico tem características pluridisciplinares que exigem dos formandos conhecimentos de engenharia em domínios muito diversificados, dos quais se evidenciam, pela sua importância, o da termodinâmica, o dos materiais, o da mecânica de sólidos, o da gestão industrial e o da automação.
A primeira das disciplinas propostas destina-se a enquadrar esta área científica no âmbito da engenharia industrial e, no essencial, fornecer os conhecimentos básicos necessários ao estudo das matérias subsequentemente leccionadas nesta área científica.
O conteúdo programático das
restantes disciplinas, é elaborado de modo a que os processos de
fabrico, cuja génese é semelhante, sejam agrupados na mesma
disciplina e tem por finalidade, cada um deles, apresentar os respectivos
fundamentos teóricos, analisar os principais parâmetros de
operação, discutir as aplicações industriais
típicas e descrever os equipamentos mais utilizados em cada um dos
casos.
Esta ligação é estabelecida utilizando conceitos básicos da teoria de controlo de processos, suportada por técnicas de modelação e identificação de sistemas. Muitas das técnicas aplicam-se não só a processos de fabrico mas também a modelos económicos e de gestão. O suporte de toda a cadeia hierárquica definida é composto pelos processos físicos que constituem os métodos de engenharia, pelos sinais que deles advêm e que permitem fazer a sua monitorização, controlo, supervisão e planeamento.
Esta área científica estrutura-se em torno das sub - áreas: Aquisição e Processamento de Sinais, Automação Industrial, Controlo de Processos, Modelação Avançada de Sistemas e Robótica Industrial
Este conjunto de disciplinas pretende proporcionar
aos alunos uma formação sólida nos domínios
do controlo, automação e robótica, de modo a torná-los
capazes de observar um processo industrial e analisá-lo identificando
as suas características fundamentais. Desta forma, um Engenheiro
Industrial será capaz de controlar sistemas recorrendo às
mais modernas técnicas, incluíndo as chamadas "inteligentes",
as quais estão associadas à área de soft computing,
que tem vindo a ter um aumento significativo de aplicação
industrial.
O objectivo das disciplinas desta área
disciplinar é fornecer aos alunos os instrumentos para lidar com
os principais problemas de decisão económica que se põem
na empresa. Para além de uma introdução geral, onde
se apresentam as diferentes áreas funcionais da empresa as disciplinas
desta área tratam dos problemas de análise de custos industriais
e da avaliação de projectos de investimento, do posicionamento
da empresa face ao mercado e à concorrência e das questões
da organização interna da empresa e dos problemas de motivação
e gestão de incentivos dentro da empresa.